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ENTREVISTA com Igor Moraes

Olá amores!

A entrevista de hoje é com o Igor Moraes, o primeiro autor parceiro do blog e um jovem escritor que deu o pontapé no mercado editorial participando de uma antologia pela Editora Illuminare. Vamos lá?

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Igor Moraes: Igor Moraes da Silva – Nasceu em agosto de 1997, na cidade de São Paulo. Técnico em telecomunicações e apaixonado pela literatura, foi bolsista do CNPq e desenvolveu projetos para a coleção O que é ser cientista? da Universidade Federal do ABC. Estudante de Direito, é fundador do site literário Golem

King, Poe, Lovecraft: do terror ao horror • Editora Illuminare, 2018 • Terror • Físico • Compre direto com o autor: igor.ept@gmail.com

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Stephen King, Edgar A. Poe, Lovecraft: grandes nomes do terror e do horror na literatura mundial.

Ícones de histórias que marcaram gerações gerando medo, admiração e fascínio.  E através desse livro, novos talentos brasileiros, admiradores desses grandes nomes da literatura, inspiraram-se em contos e livros de King, Poe e Lovecraft para criar histórias que vão gerar medo, tensão e eventualmente luzes acesas nos quartos durante muitas noites.

 

RB: Como se deu seu primeiro contato com a escrita?

Difícil dizer. Fui alfabetizado pelos meus pais, escrevo antes mesmo de entrar na pré-escola. Não dá para dizer uma data precisa. Sou mais um leitor do que um escritor, isso posso dizer com certeza!

RB: Seu conto “Antares” dentro da antologia é inspirado em “O estranho caso do sr. Valdemar” de Edgar Allan Poe. Conte-no mais sobre a escolha e o processo de escrita.

Eu escolhi por acaso. Estava travado de qualquer forma. Vi alguns contos do King e do Lovecraft, e percebi que os mais curtos eram do Poe. De qualquer forma, foi difícil escrever. Primeiro pensei no “Retrato Oval”, mas não saía nada… Foi então que decidi tentar “O estranho caso do sr. Valdemar”. Sobre o processo de escrita, eu não tenho nenhuma organização formal. Coloquei o que eu gostava, o que eu admirava. Tem referências bem clássicas aos organizadores da coletânea, ao Marcus Barcelos, Jhefferson Passos, Spohr, Draccon… talvez seja o meu melhor conto porque sintetizei tudo que gostava em poucas páginas, sem enrolação.

RB: O terror é um gênero que exige riqueza em detalhes para impactar o leitor. De que forma você trabalhou para alcançar isto dentro do seu conto?

Penso que um conto é como tomar um soco no estômago de surpresa. Eu já tinha um enredo pronto, vindo lá do século XIX. Não tem muito o que alterar, mas sim muito o que atualizar. Uber, WhatsAPP são coisas relativamente novas, que vieram nessa onda de Nova Revolução Industrial. Poe estava zombando não da ficção cientifica, mas sim daqueles que acreditam que podem viver para sempre por métodos científicos. Veja, estava em alta na época o espiritismo – uma religião que vem de cima para baixo (começa nas classes mais abastardas e logo chega a população), uma coisa bem inversa, observando a história das religiões. A morte é o que nos dá existência: as pessoas só sabem que você está vivo quando você morre, e quando isso acontece, sua mensagem é o seu legado. Já dizia Pessoa: “Só és lembrado em duas datas, aniversariamente: Quando faz anos que nasceste, quando faz anos que morreste. Mais nada, mais nada, absolutamente mais nada”. Troquei o espiritismo e a ciência que Poe usou no conto por [SPOILER ALERT] conceitos de ufologia e tudo fluiu como eu queria.

RB: O que podemos esperar da leitura de Antares e do livro em geral?

O livro tem uma qualidade impressionante. Os autores foram muito bem selecionados. Tem o Francis Graciotto, o John K., a Mirian Guimarães além do Tito Prates, Jhefferson Passos, Cesar Bravo e a Rô Mierling. Sobre meu conto, pense em um WiFi Ralph caveiroso. Ali vai ter de tudo um pouco, easter-eggs e referências de tudo de bom que eu já li ou tive contato de certa forma.

RB: Obrigada pela participação! Deixe um recado para nossos leitores!

Ler é importante, mas reler é fundamental!

✎ A entrevista fica por aqui, amores! Em breve teremos resenha da antologia aqui no blog 😉 Não se esqueçam de deixar comentários abaixo e de seguir @resenhabarata no Instagram.

Um beijo e até logo!

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Um comentário em “ENTREVISTA com Igor Moraes”

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