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ENTREVISTA com Maria Eduarda Duarte

Olá amores!

A entrevista desta semana é com a autora Maria Eduarda Duarte, uma autora jovem e com muito potencial. Vamos lá?

fundo-rodape-post

037a6f7f-459d-44ee-a3b2-e33de412e3aaTaurina, louca por cactos e graduanda em Letras, Maria Eduarda Duarte é dos anos 2000 e convive com as palavras desde jovem. Com o sonho de escrever um livro iniciado ainda na infância, a garota juntou sua experiência de vida lidando com transtornos psicólogos ao amor pela literatura, criando seu primeiro romance aos dezesseis anos. Apenas viva sem Mim é sua iniciativa no mercado editorial e foi publicado em 2017 pela Editora Xeque Matte.

thumbnail_apenas viva sem mimApenas Viva Sem Mim • 2017 • 113p. • Editora Xeque-Matte • Compre aqui

“Minha mãe costumava dizer que a dor sentida nunca poderia ser escrita. Eu nunca concordei com essa frase, até o dia que perdi o nós.”
O jovem casal Andrew e Maryui eram perfeitos, aos olhos de todos. Tinham uma ligação esplêndida, ambos faziam tudo um para o outro. Mas, acidentes acontecem. E são capazes de transformar o mundo, ou pelo menos, o mundo específico de alguém. Quando tudo é alterado em uma noite simplória de sábado, as chamas consomem o amor existente restando só culpa, medo e desconfiança entre o que é visto e o que é a verdade absoluta. Cabe a Andrew, então, recuperar-se das queimaduras e encontrar a realidade em seus sentimentos pela esposa, mas ele acaba adentrando no mundo obscuro de Maryui – e isso pode o levar à ruína.

RB: De onde surgiu a ideia para escrever AVSM?

Eu estava nas minhas consultas normalmente, quando o meu médico sugeriu escrever o que eu sentia. O que começou com leves descrições de crises, transformou-se em uma história com personagens reais, que contavam sua história e seus medos. Escrevi o que tinha para ser escrito, a ideia surgiu do dia para noite, em uma simples consulta para dizer como havia sido os meus últimos 15 dias, o que era para ter sido respondido com: um inferno (perdão o palavreado), virou um debate sobre o conto que, no futuro, viraria romance e livro.

RB: Quais dificuldades você enfrentou durante a escrita do livro? Algum conselho para jovens escritores, como você?

Eu tenho um sonho que jovens escritores não tenham medo de se arriscarem, ou pressa para realizar seus objetivos. Tentei demais, me arrisquei demais, fiquei instável até demais. Tive crises depressivas, de pânico, achei que não fosse conseguir finalizar, os medos são os que me acompanham até hoje, no terceiro livro (o segundo está em trabalho de editoração). O que posso dizer é que respirem. Escrever é um trabalho, trabalhos nem sempre são divertidos. Você vai precisar de técnica, esforço e mente aberta para reconhecer que não é um dom divino: é prática. E prática só se aprende praticando.

RB: Como você definiria o atual cenário da literatura nacional que tem sua ascensão pela da internet?

Instável. Livrarias fechando, editoras grandes caindo, a amazon crescendo de forma surpreendente. Creio que é muito complexo dizer se isso é bom ou ruim ao autor nacional, mas cada vez mais me encontro com amigos do wattpad saindo para físicos, amazon, ganhando sua própria renda com livros e isso é tudo que me importa. Quero dizer que se a internet está realizando o trabalho duro desses meus amigos, eu estou disposta a apoiá-la. Tudo pela narrativa nacional.

RB: Se AVSM tivesse uma única música como trilha sonora, qual seria?

Existe uma música chamada Little Talks, eu sei que seria o cover acústico dela, com a Julia Sheer e o Jon D. Acho que é o que melhor define tudo.

RB: Muito obrigada pela entrevista, querida! Por favor deixe um recado para os leitores do Resenha Barata:

Eu sei que assusta. Estamos em um mercado complexo, enfrentando batalhes internas que não sabemos se vamos vencer. Eu quero vender livros, é claro, mas também quero ver meus amigos vendendo, quero ver as coisas fluindo. Se você está com dificuldades, problemas ou algo parecido, saiba que além de escritor todos somos pessoas. A escrita não pode lhe intoxicar, se for necessário tirar um tempo, tire. Não cometa o mesmo erro que eu e tantos outros cometemos.

Seria uma honra compartilhar a história de Andrew e Maryui com vocês, mostrar um pouco da depressão que os atinge e me atinge também, mas caso não seja possível, apenas desejo que ela nunca os atinja. Seja forte, sejamos fortes. E se precisarem de ajuda, estarei sempre disponível. As minhas redes sociais são @MadduNyah (no Wattpad) e Facebook.com/EduardaDuarteAutora, pode chamar lá para perguntar do livro, bater papo, ou pedir o número do CVV (que é 188, aliás).

Eu confio em vocês. Obrigada pela oportunidade!

✎ Não se esqueçam de deixar seus comentários abaixo e de conhecer melhor o trabalho desta autora querida!

Um beijo e até logo!

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6 comentários em “ENTREVISTA com Maria Eduarda Duarte”

  1. A sua determinação superou a sua fragilidade minha jovem escritora, um sonho que se realiza. Vê-la crescer no mundo literário é motivo de muito orgulho para dois velhos avós que já na velhice se emocionam com os feitos dos netos.

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